sábado, 3 de outubro de 2026

Tarifa dos Estados Unidos favorece competitividade do quartzito do Ceará no mercado externo

Foto Divulgação/Igor Alencar
Em expansão no mercado internacional, o quartzito respondeu por cerca de 74% das exportações cearenses do grupo de produtos minerais que inclui rochas, sal, gesso, cal e cimento entre janeiro e agosto de 2026.

As vendas ao exterior somaram US$ 56,9 milhões, alta de 22,3% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados do Comex Stat, plataforma do Governo Federal estatísticas de comércio exterior do Brasil.

Nesse cenário de expansão, o quartzito passou a ter uma condição tarifária mais favorável nos Estados Unidos, o que pode ampliar sua competitividade em relação a outras rochas ornamentais.

Em julho, o governo norte-americano estabeleceu duas sobretaxas a produtos importados do Brasil. Uma delas, de 25%, está relacionada a uma investigação dos Estados Unidos sobre práticas comerciais brasileiras consideradas “injustas”.
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A outra, de 12,5%, também aplicada a outros 59 países, está relacionada a uma investigação sobre mecanismos de proibição à importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

O quartzito, porém, ficou isento da sobretaxa de 25%, diferentemente de rochas como mármores e granitos. Com isso, permanece sujeito à tarifa adicional de 12,5%, enquanto as demais rochas atingidas pelas duas medidas chegam a 37,5%.


A diferença tarifária cria uma situação mais favorável para o principal produto do setor cearense de rochas ornamentais, que já vinha em trajetória de crescimento.



O presidente do Sindicato das Indústrias de Mármores e Granitos no Estado do Ceará (Simagran-CE), Carlos Rubens Alencar, explica que a expansão do setor é resultado de um processo “lento” que começou há mais de uma década.

“E o grande fator determinante disso é o crescimento da utilização de quartzitos no mercado mundial. É uma rocha em que o Ceará está se destacando como a principal fronteira do mundo”, afirma. Porém, o representante afirma ainda não ser possível perceber aumento de pedidos ou negociações provocado pelas tarifas.

A gerente do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (CIN/Fiec), tKarina Frota, acrescenta a importância dos resultados do Estado nas exportações de rochas ornamentais.

Com informações do Diário do Nordeste.