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| Foto Reprodução |
O atleta iguatuense Alyson Alves (Macaco) está participando do Recife International Open de Jiu-Jitsu, que teve início ontem, sexta-feira, 10, e prossegue neste final de semana, na capital pernambucana. Ontem mesmo, Alyson já subiu ao pódio, conquistando o primeiro lugar na luta sem quimono. Hoje, sábado, vai em busca de mais um título com quimono. Além de lutar, o atleta profissional também está participando como árbitro da Confederação Brasileira de Jiu-jitsu, na competição.
O evento integra o calendário oficial da International Brazilian Jiu-Jitsu Federation e da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu, reunindo competidores de diferentes países. Alyson Macaco é professor de jiu-jitsu, tem a própria academia em Iguatu, uma referência no esporte.
O atleta acumula participações em competições nacionais e internacionais na modalidade. O Recife Open é considerado um dos principais eventos do calendário do Jiu-Jitsu, reunindo atletas de alto rendimento e novas promessas em disputas com padrão internacional.
A competição acontece em todas as capitais do Brasil, pela Federação e Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu. “Lutei nesta sexta-feira sem quimono. Hoje eu luto de quimono e domingo é só o kids. Além de lutar, eu estou no evento como árbitro da Federação Brasileira”, ressaltou Alyson, bastante feliz por mais essa conquista em sua carreira profissional.
Sem apoio
Oriundo de realidade simples, do bairro Santo Antônio, na periferia de Iguatu, Alyson encontrou no Jiu-Jítsu mais que um esporte, como ele costuma dizer. Entre dificuldades, treinos e muita persistência, foi no tatame que ele começou a transformar sua própria história.
E os resultados seguem aparecendo, agora campeão do Recife Open Internacional de Jiu-Jítsu, conquistando o título no NoGi, mostrando sua força e dedicação dentro e fora das competições. “Para mim, é mais uma batalha, por quê? Por falta de patrocínio, de reconhecimento. Sou um atleta ativo. Tenho uma academia em Iguatu.
Estou lutando os maiores eventos do mundo, lutei ano passado o ‘Brasileiro’, lutei o Combate Tático, que é o maior evento de lutas policiais e militares do mundo e mesmo assim o reconhecimento ainda é muito pouco das autoridades públicas. Financeiramente falando eu não tenho patrocínio de ninguém. Vim na cara e na coragem. Estou dormindo numa academia aqui emprestada. Mas, com Deus tudo fica mais fácil. Estou aqui na batalha como eu falei sem reconhecimento, mas a gente vive batalhando atrás dos nossos sonhos”, declarou Alyson.
Resistência
Por trás de cada medalha, a subida em cada pódio e às vezes também não, existe uma realidade que muitos não veem. Mesmo com todas dificuldades, principalmente financeira, Alyson segue lutando praticamente sozinho, sustentado pela fé, disciplina e pelo apoio de pessoas que acreditam no seu potencial e principalmente na família. “Sou muito grato a todos que estão comigo nessa caminhada. Cada palavra de incentivo, cada apoio, faz diferença. Eu sigo firme, correndo atrás do meu sonho”, disse.
A história de Alyson é mais do que conquista. É resistência. É prova de que o esporte muda vidas, mas também de que talentos precisam de apoio para ir ainda mais longe.
Com informações do Jornal A Praça.