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| Foto Roberto Hund\Pexels. |
Mesmo com avanços na representatividade e liderança feminina no Brasil, uma pesquisa mostrou que 40% dos brasileiros, entre homens e mulheres, não conseguem nomear uma mulher que exerça poder no País. Quando recortadas apenas as respostas das mulheres, a porcentagem é ainda maior: 45% não soube citar um exemplo.
A pesquisa "Imaginário de Poder das Mulheres Brasileiras" feita pelo Estúdio Clarice, grupo voltado para inteligência cultural, dados e narrativas sobre mulheres, entrevistou 2.036 brasileiros em todo o território nacional para entender o que pensam sobre poder.
Além disso, foram feitas entrevistas qualitativas com 16 especialistas e 41 mulheres protagonistas em suas áreas de atuação para entender as experiências vividas por elas em posições de decisão.
Para a diretora da pesquisa, Gisele Sakamoto, a porcentagem alta de pessoas que não conseguem citar uma mulher no poder tem a ver com o imaginário popular que não relaciona essa característica ou espaço na sociedade ao feminino.
Entre os nomes que chegaram a ser citados pelos participantes, dois são de mulheres que têm conexão com homens no poder: Primeira dama/Janja, a esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 10,1% das respostas, e Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, com 4,8% das menções.
Outra mulher mencionada foi a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia. A ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil teve 6,1% das menções.
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Gisele explica que a noção de poder evidenciada na pesquisa está muito próxima ao campo da política. No entanto, para ela, é preciso expandir esse significado.
“O poder não é simplesmente um cargo político, mas o que é possível e permitido fazer. O que uma mulher pode fazer, o que um homem pode fazer. Isso vem desde a infância, da forma como a gente aprende o que é poder”, diz Gisele.
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Com informações do Diário do Nordeste.


































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