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| Foto Divulgação / SDE Ceará |
As exportações do Ceará cresceram 8,2% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O estado acumulou US$ 1,63 bilhão em vendas para o exterior e passou a ocupar a terceira posição entre os maiores exportadores do Nordeste, ultrapassando Pernambuco.
O desempenho também foi impulsionado pelo resultado de agosto. No mês, o Ceará exportou mais de US$ 341 milhões, maior valor mensal registrado neste ano e alta de 124,5% em relação a julho.
Os números estão em relatório do Centro Internacional de Negócios do Ceará, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).
Siderurgia concentra maior parte das exportações
A siderurgia foi o principal destaque do comércio exterior cearense em agosto. As vendas de ferro fundido, ferro e aço representaram 63% das exportações realizadas pelo estado no mês.
Na sequência, apareceram frutas, cera de carnaúba e calçados entre os produtos que contribuíram para o resultado.
O desempenho da indústria siderúrgica é apontado como um dos fatores que ajudaram a elevar o valor exportado pelo Ceará ao longo do ano. O gestor de negócios internacionais e comércio exterior Augusto Fernandes falou com a TV Cidade Fortaleza sobre o assunto e citou três elementos para explicar o resultado:
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“Agora a gente tem alguns pontos para discutir. No ano passado, algumas exportações não foram devidamente averbadas, portanto não entraram na estatística. Segundo ponto: a questão do refinamento do aço, que a siderúrgica resolveu agregar mais valor vendendo um aço de mais qualidade que, pegando a demanda suprimida lá dos Estados Unidos, comprou essa matéria-prima. E o terceiro ponto, que é muito importante também: você tem o cumprimento dos contratos.”
Pescados mantêm mercado externo
O setor de pescados também aparece entre as atividades voltadas ao mercado internacional. Na empresa citada na reportagem, cerca de 90% dos produtos são destinados à exportação.
A maior parte da lagosta comercializada segue para mercados da Ásia e da Oceania, enquanto o peixe tem os Estados Unidos como principal destino.
Neste ano, as exportações da indústria de pescados cresceram entre 6% e 8% em relação ao ano passado. Apesar do avanço no valor, o volume comercializado permaneceu praticamente no mesmo nível, em razão da elevação dos preços.
Paulo Gonçalves, diretor comercial da Conpex, explicou que o comportamento está ligado à relação entre oferta e demanda no setor:
“Isso por conta de algumas pescarias que estão semelhantes às nossas, sem reagir muito bem. Então a demanda mantém-se, mas a oferta diminui. Isso faz com que o preço suba um pouco. Isso é sazonal.”
A expectativa da indústria é encerrar 2026 mantendo o ritmo atual de crescimento, que chega a 8%.
“O que está acontecendo hoje não deve mudar. Nós devemos manter as exportações, os volumes devem se manter e os valores devem se manter até o final do ano”, afirmou Paulo Gonçalves.
Com informações do Portal GC Mais.