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| Foto Samuel Setubal |
As empresas Marquise (cearense), responsável por nove lotes, e a Agis (paulista), por dois, estimam finalizar as obras de engenharia da ferrovia Transnordestina no Ceará em 2027 e 2028.
Renan Carvalho, diretor da Marquise Infraestrutura, relembra que a companhia assumiu 430 quilômetros do empreendimento, abrangendo praticamente todo o Estado.
A entrevista exclusiva ao O Povo foi durante a Feira da Indústria da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).
Ele disse que as obras estão a pleno vapor, com 2,3 mil fucionários e mais de 300 equipamentos de linha amarela (máquinas pesadas).
Neste semestre, a pretensão é concluir os trechos 4 e 5. Estes condizem, respectivamente, a 51 km de Acopiara a Piquet Carneiro, e depois mais 51 km indo até Quixeramobim, que passa pela fase de execução da superestrutura.
Trata-se da etapa final e visível da construção ferroviária, onde são montados os elementos permanentes que suportam diretamente o tráfego dos trens, localizados acima da base de terra preparada.Confira os assuntos econômicos no Ceará, no Brasil e no Mundo
Dos lotes 6 (51 km de Quixeramobim - Quixadá), 7 (55km de Quixadá - Itapiúna) e 8 (46 km de Itapiúna - Baturité), todos estão com a infraestrutura em execução.
O 11 também se encontra em obras. Este é a ponta final, ligando 26 km de Caucaia até o Porto do Pecém. O termina marítimo ainda terá esteiras de ligação com a Trasnordestina realizada pela Nelog.
A Marquise concluiu as etapas 1 (50 km de Missão Velha - Lavras da Mangabeira), 2 (50 km de Lavras de Mangabeira - Iguatu) e (50 km de Iguatu - Acopiara).
Do lado da engenharia, sem contar a responsabiidade da construtora, Renan frisou, portanto que, em 2027, o grupo cearense estará “com tudo pronto.”
Já a paulista Agis, responsável pelos lotes 9 (46 km de Baturité - Aracoiaba) e 10 (51 km de Aracoiaba - Caucaia), divulgou ao O Povo que as obras da etapa final desses trechos foram iniciadas.
O prazo contratual para execução é de 20 meses. Ao longo do período, cerca de 2 mil profissionais devem ser mobilizados.
A ferrovia pertence à Transnordestina Logística S.A. (TLSA), empresa do Grupo CSN, em parceria com o Governo Federal. Com cerca de 1.206 quilômetros de extensão, o empreendimento atravessa 53 municípios nos estados do Piauí, Pernambuco e Ceará.
Nos trechos realizados pela Agis, as frentes de trabalho incluem cortes em rocha, estabilização de encostas, movimentação de grandes volumes de solo, implantação de sistemas de drenagem profunda e construção de obras de arte especiais.
Segundo Cleber Muniz, diretor de Contratos da Agis, os lotes representam uma etapa estratégica para a consolidação do corredor ferroviário no Ceará.
“Estamos diante de um segmento com elevada complexidade construtiva, que envolve intervenções geotécnicas relevantes, logística intensiva de equipamentos pesados e múltiplas frentes operando simultaneamente”, afirma.
Com informações do O Povo