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| Foto Wandenberg Belém/SVM |
Uma mulher foi presa em flagrante após tentar sufocar a própria filha, uma bebê de dois meses de idade, com um pano nesse último sábado, 8, em um sítio localizado em Carnaúbas, na zona rural de Iguatu, no Centro-Sul do Estado. A suspeita foi presa por tentativa de homicídio.
Conforme o Auto de Prisão em Flagrante (APF), ao qual O Povo teve acesso, o crime foi evitado após a irmã da suspeita intervir na ação criminosa, onde teria resultado, ainda, em uma briga corporal entre as duas.
Em depoimento, a irmã da suspeita, que é tia da bebê, relatou que a mulher, o marido e os dois filhos do casal estavam passando o fim de semana em sua residência. Segundo a testemunha, o casal consumia bebida alcoólica no local.
A ocorrência teria começado após o marido da suspeita se recusar a comprar mais bebida. Diante da negativa, a mulher teria iniciado as agressões contra o companheiro e, na sequência, direcionado a violência contra a própria filha.
Inicialmente, a suspeita teria chutado a rede onde a bebê estava deitada e, em seguida, partido em direção à criança. Conforme o relato, ela teria pegado um pano e tentado sufocar a filha, momento em que a irmã interveio para impedir a agressão.
Após a ocorrência, a bebê foi levada para a residência da mãe da testemunha, que ficava nas proximidades do local. Conforme consta nos autos, a autuada estava embriagada no momento do episódio.
A Polícia Civil do Ceará (PC-CE) e a Polícia Militar do Ceará (PMCE) foram acionadas e realizaram a prisão da mulher.
Mulher tem prisão preventiva decretada
A Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva neste domingo, 9. A decisão foi proferida pelo juiz Allan Augusto do Nascimento, que considerou necessária a medida para garantir a ordem pública e proteger a integridade física da criança e dos demais filhos da investigada.
A autuada teve pedido de prisão domiciliar negado. Para o juiz, a investigada representaria risco à própria criança.
Diante do caso, da proximidade do parto e do estado de embriaguez relatado no momento da ocorrência, o juiz determinou ainda que a autuada seja submetida a uma avaliação psiquiátrica clínica.
O Ministério Público e a autoridade policial também deverão ser comunicados para a realização de exame médico-legal, com o objetivo de verificar a integridade mental da investigada.
A decisão determinou, ainda, a comunicação imediata ao Conselho Tutelar e à rede socioassistencial para acompanhamento da bebê e dos demais filhos da autuada.
Os órgãos deverão verificar se o pai das crianças ou familiares possuem condições de assumir os cuidados das crianças.
Com informações do O Povo