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| Foto Patrícia Araújo |
A demanda reprimida para acolher crianças e adolescentes vítimas de diversas violências no Ceará e que necessitam de escuta especializada foi o ponto de partida para o Ministério Público do Ceará (MPCE) promover um mutirão. Em menos de um mês, o Núcleo de Acolhimento às Vítimas de Violência (Nuavv) realizou 114 atendimentos para acolher vítimas..
Os atendimentos aconteceram em Fortaleza, Região Metropolitana e no Interior do Estado, totalizando 43 cidades atendidas. O balanço apresentado pelo MPCE indica que a maior parte dos casos envolveu violência sexual praticada contra crianças e adolescentes de 2 a 17 anos.
Dos 114 atendimentos, 82 eram devido a crimes sexuais (quase 72% do total), 18 de violência física, 10 de violência psicológica (associada a outros tipos), seis de órfãos de feminicídio, quatro de negligência, três de violência doméstica e uma de vítima indireta de homicídio. Na maior parte dos episódios, foram meninas de 12 a 14 anos que sofreram os abusos.
A coordenadora do Núcleo, promotora de Justiça Lívia Rodrigues, afirma que não houve caso de estupro coletivo atendido durante o mutirão. No entanto, quando se fala em gravidez na adolescência resultado de estupro de vulnerável, as notificações permanecem.
"Recebemos esse tipo de notificação, principalmente por meio da assistência de saúde. Na maioria desses casos, verificamos que as vítimas continuam dentro do relacionamento. A gravidez pode ter sido um fruto gerado só depois e isso é algo que precisamos averiguar", alerta a promotora.
Com informações do Diário do Nordeste.

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