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| Foto: Fabiane de Paula/Thiago Gadelha/SVM |
Neste domingo (4), 6.998.494 eleitores cearenses são chamados às urnas para escolher o próximo governador do Ceará. A eleição deste ano no estado tem um clima de segundo turno antecipado: as pesquisas eleitorais têm mostrado um cenário acirrado entre Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT), sem maior espaço para os outros concorrentes.
Os dois realizaram uma campanha marcada por discussões sobre segurança pública, saúde e geração de empregos, na qual frequentemente os nomes de Lula e Bolsonaro foram invocados — seja para elogios, seja para críticas.
As temáticas se repetiram nos diversos debates realizados no Ceará: foram sete com os candidatos a governador, dos quais Ciro e Elmano compareceram a seis. O último foi realizado na terça-feira (29, pela TV Verdes Mares.
Ciro e Elmano, inclusive, foram os únicos candidatos convidados em seis dos sete debates realizados no estado. Para o cientista político Clayton Monte, as duas candidaturas concentraram a atenção e devem concentrar também as intenções de voto porque se mostraram as mais competitivas.
“O nome do governo, tentando a reeleição, Elmano de Freitas, com um grande arco de alianças, com o apoio do governo federal, com o apoio de quase 180 prefeituras, com o apoio da maior parte dos deputados. E uma frente também poderosa de oposição, com a presença de partidos de destaque nacional e, claro, com o nome competitivo, que é do ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes”, avalia.
Elmano concorre na eleição com uma ampla coligação — a maior entre os candidatos a governador no Brasil —, formada por treze partidos do centro à esquerda. Ele lançou uma campanha baseada no alinhamento com o governo federal e aliança com o presidente Lula (PT) e nos bons resultados em outras áreas, como educação.
Ciro, por sua vez, formou uma coligação que, ao todo, reúne sete partidos, que vão do centro à direita, incluindo o PL. Ao longo da campanha, ele focou as críticas na segurança pública - tema que mais preocupa os cearenses -, na gestão da saúde pública e no que chamou de “desindustrialização” do estado.
Desde o início e até o fim, a campanha de Elmano usou a aliança de Ciro com o PL para associá-lo ao bolsonarismo, enquanto a campanha de Ciro evitou entrar em questões nacionais, redirecionando o debate para questões locais.
Com informações do G1 Ceará.
