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| Foto Fabiane de Paula |
A partir deste mês de setembro, o Ceará entra no período mais quente do ano, conhecido como “B-R-O Bró”. Ele se estende até dezembro e é marcado pelo aumento de temperaturas e umidade relativa do ar mais baixa. Com a atuação do El Niño mais forte neste ano, o Estado está em um cenário potencial de ondas de calor. .
Em entrevista ao Diário do Nordeste, a gerente de meteorologia da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Meiry Sakamoto, explica que uma onda de calor acontece quando altas temperaturas — mínimas e máximas — são registradas pelo menos 3ºC acima da média histórica por três dias seguidos.
“Onda de calor não é um calor puro e simples. Na verdade, estamos numa época em que as temperaturas máximas são mais elevadas, o que a gente costuma chamar de B-R-O-BRÓ no Ceará. Naturalmente, as temperaturas máximas à tarde, em torno das 14h, já são mais altas nessa época”, explica.
Por exemplo, em Tauá, onde a máxima normal para setembro é de 35°C, seria necessário registrar pelo menos 38°C durante três dias consecutivos para configurar o fenômeno.
Nos últimos dias, cidades do Interior já apresentam temperaturas elevadas, como Aiuaba e Russas, que registraram 38ºC na última quarta-feira (2). “Isso já é acima do que seria esperado para essa época do ano, mas ainda não se configura como uma onda de calor porque não há sequência de dias nem abrangência geográfica”, situa.
Conforme a Plataforma de Coleta de Dados da Funceme, desde o fim da quadra chuvosa, em maio, as temperaturas máximas do Estado seguem aumentando. Naquele mês, o maior valor foi registrado em São Gonçalo do Amarante, com 34°C.
Nos meses seguintes, os índices máximos foram de 36,7°C em junho, 37,3°C em julho e 38,4°C em agosto. Todos os valores foram registrados na cidade de Amontada, no Litoral Oeste.
Com informações do Diário do Nordeste.
