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| Foto Reprodução/ICMBio |
Até onde a ciência sabe, o fundo do mar se assemelha a um deserto, com baixa quantidade de luz e nutrientes, onde plantas e algas não conseguem crescer. Mas, na costa que se estende do Maranhão ao Rio Grande do Norte, passando pelo Ceará, existe um verdadeiro oásis capaz de concentrar água, alimento e vida. Esse é exatamente o papel desempenhado por um conjunto de montes oceânicos escondidos sob o mar cearense.
Invisíveis para quem observa da superfície, essas montanhas de origem vulcânica abrigam uma biodiversidade única e servem de ponto de descanso, alimentação e reprodução para diversas espécies marinhas.
Na costa brasileira, essas formações se distribuem ao longo das cadeias submarinas de Fernando de Noronha e Norte do Brasil. Nesta última, está localizada a chamada Cadeia Norte do Brasil, também conhecida como Bancos do Ceará.
De acordo com a síntese de estudos organizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ela é composta por cerca de 17 montes oceânicos que se elevam a partir de profundidades entre aproximadamente 2.300 e 4.400 metros.
Em 2023, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene) encaminhou ao ICMBio o processo técnico propondo a criação das unidades de conservação.
No ano seguinte, uma nova expedição oceanográfica, financiada pela WWF Brasil, mapeou cinco dos seis montes dos Bancos do Ceará: Mundaú, Canopus, do Meio, Sueste e Leste. O Monte Norte (ou do Inferno) não foi incluído nessa expedição específica
Com informações do Diário do Nordeste.
