![]() |
| Foto Arquivo Pessoal. |
O bacharel em Direito João Braga de Sousa Filho, de 32 anos, passa por uma situação ambígua envolvendo a Fundação Carlos Chagas (FCC), banca organizadora de processos seletivos. Em um concurso público realizado no Ceará, a banca deferiu a autodeclaração racial do candidato, mas a rejeitou em outro processo em Sergipe, poucos meses depois.
Autodeclarado pessoa parda, João realizou os certames para o Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT-7 Ceará) e para o TRT-20, de Sergipe, em 2024, concorrendo às vagas reservadas para pessoas negras nas duas provas.
No entanto, foi surpreendido ao ser reprovado no processo de heteroidentificação no primeiro certame e, posteriormente, teve a autodeclaração racial aceita em outro concurso. Em entrevista ao Diário do Nordeste, João considera que a situação é uma injustiça.
“Como pode? A mesma banca, as mesmas regras. Em uma [comissão], me eliminaram na segunda fase com motivações extremamente esdrúxulas, como pele branca com tom moreno, e no segundo concurso, questão de meses depois, eu sou aceito ainda na primeira fase”, diz.
Com informações do Diário do Nordeste.
