sábado, 25 de julho de 2026

Pesquisa no Ceará transforma resíduo da castanha de caju em material odontológico mais seguro

Foto Ribamar Neto/UFC
Um resíduo da cadeia produtiva da castanha de caju pode representar um avanço para a odontologia. Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveram uma tecnologia que utiliza o cardanol, substância presente no líquido da casca da castanha de caju, para a fabricação de materiais odontológicos, como resinas, adesivos e dessensibilizantes dentinários.

A inovação, que já recebeu carta-patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), surge como uma alternativa ao uso de derivados do bisfenol A (BPA), compostos amplamente empregados na indústria odontológica e que despertam preocupação devido aos potenciais efeitos tóxicos.

O cardanol é o principal componente do chamado LCC técnico, líquido obtido da casca da castanha de caju após o processamento industrial em altas temperaturas. A partir dessa matéria-prima, os pesquisadores desenvolveram uma nova rota tecnológica capaz de transformar o composto em moléculas com aplicação na odontologia.

Segundo o professor Diego Lomonaco, do Departamento de Química Orgânica e Inorgânica da UFC e um dos responsáveis pela pesquisa, a tecnologia vai além do desenvolvimento de um único produto.

“O que torna isso interessante do ponto de vista industrial é que não se trata de um produto único, mas de uma plataforma molecular adaptável”, afirma o pesquisador.

Com informações do Site Opinião CE.