terça-feira, 14 de julho de 2026

Homem é condenado a mais de 31 anos de prisão por matar enfermeira a facadas, no Ceará

Foto Arquivo pessoal 
O Tribunal do Júri condenou o gestor ambiental Matheus Anthony Lima Martins Queiroz pelo feminicídio da enfermeira Clarissa Costa Gomes. A pena imposta ao acusado pela Justiça é de 31 anos e 3 meses de prisão.

O julgamento durou dois dias e foi encerrado já na noite desta terça-feira (14). Por maioria de votos, o Conselho de Sentença rejeitou a tese de absolvição e reconheceu feminicídio praticado com extrema violência.

Ao réu foi negado o direito de recorrer em liberdade. Ele também foi condenado a pagar R$ 40,5 mil a título de reparação de danos.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) vai recorrer da sentença para aumento da pena. A Defensoria Pública também afirmou que vai ingressar com recurso contra a decisão do Tribunal do Júri.

Matheus confessou o assassinato da namorada quando interrogado em juízo. Ele deu detalhes sobre como o crime aconteceu e disse que "perdeu o controle" durante uma discussão do casal, depois de a vítima ter pressionado para voltar a trabalhar.

Ao impor a pena, o juiz da 2ª Vara do Júri aplicou a atenuante de confissão espontânea.

Já nos debates, a acusação disse aos jurados que haviam 38 perfurações no corpo da vítima, incluindo nas mãos de Clarissa que teria tentado se defender dos golpes.

Os promotores de Justiça pontuaram que, segundo a perícia, a morte aconteceu por meio cruel, por tortura e que a vítima também foi espancada.

A defesa do réu, representada pelo defensor público Emerson Castelo Branco disse que Matheus "tem noção total da barbaridade que ele cometeu, mas isso não define, por mais bárbaro que seja, e merece sim ser condenado, isso não define a pessoa do matheus. isso não define o seu passado”.

Com informações do Diário do Nordeste.