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| Foto Samuel Satubal |
Milhares de camarões de água doce apareceram mortos nas margens do açude Cedro, em Quixadá, no Sertão Central. Em vídeos que circulam nas redes sociais, moradores mostram um "mar de camarões" que teria surgido repentinamente no local.
Além dos crustáceos, é possível observar peixes mortos ou tentando respirar em áreas de água rasa.
Em nota enviada ao O Povo, a Autarquia Municipal de Meio Ambiente de Quixadá (AMMA) informou que realizou uma vistoria técnica no reservatório após o registro da mortandade dos animais.
“As primeiras avaliações, realizadas em conjunto com a Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema), apontam que o fenômeno pode estar relacionado à redução do nível da água, que provoca diminuição da oxigenação do reservatório, situação conhecida entre os pescadores como 'murrinha'", explica a nota.
Segundo o órgão, durante a inspeção, também foram realizadas medições da qualidade da água, incluindo o pH, que apresentou índice em torno de 6.
A autarquia ainda informou que a Prefeitura de Quixadá acompanha de perto a situação e “mantém atuação integrada com os órgãos competentes para identificar as causas, monitorar a evolução do fenômeno e tomar as medidas que estão ao seu alcance”.
A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) informou que uma equipe técnica da Gerência Regional da Bacia do Banabuiú está no Açude Cedro realizando uma vistoria detalhada.
Segundo a Companhia, ainda não é possível afirmar a causa da mortandade sem os resultados das análises laboratoriais.
No entanto, a principal hipótese técnica é que o fenômeno esteja relacionado às condições hidrológicas do reservatório. De acordo com a Cogerh, o baixo volume de água armazenado, aliado às variações climáticas locais, pode provocar anoxia — ausência crônica de oxigênio dissolvido — ou mudanças bruscas na temperatura da coluna d'água.
“Esse estresse por oxigênio é uma causa frequente de mortandade em massa de peixes e camarões em reservatórios em processo de esvaziamento”, explica a Compamhia.
Enquanto o diagnóstico definitivo não é concluído, a Cogerh orienta, de forma preventiva, que a população não consuma peixes e crustáceos encontrados mortos nas margens ou recolhidos no espelho d'água.
“O material coletado será encaminhado com urgência para laboratório especializado. Assim que os laudos técnicos forem emitidos, os resultados serão divulgados”, finaliza.
Com informações do O Povo.
