quinta-feira, 30 de julho de 2026

Duas chuvas de meteoros encerram julho no céu do Nordeste

Foto Lauriston Trindade
O pico das Delta Aquáridas do Sul e das Alfa Capricornídeas acontece hoje, na virada de 30 para 31 de julho, mas a Lua cheia desafia os observadores. Na quarta-feira, 29 de julho, o céu recebeu a Lua cheia do mês, e é justamente ela a personagem inconveniente desta história.

Na noite de hoje, entre 30 e 31, duas chuvas de meteoros atingem o pico quase ao mesmo tempo sobre o Nordeste: as Delta Aquáridas do Sul e as Alfa Capricornídeas. Ambas favorecem quem observa no Hemisfério Sul, o que coloca o Ceará em boa posição geográfica.

O empecilho é a claridade. A Lua estará com cerca de 98% do disco iluminado na noite do pico, e todo esse brilho lava o fundo do céu, apagando os meteoros mais fracos.

As Delta Aquáridas do Sul ficam ativas de meados de julho até o fim de agosto, produzidas pela poeira que a Terra encontra ao cruzar a órbita do cometa 96P/Machholz, apontado pela Nasa como o candidato mais provável a corpo de origem.

São meteoros rápidos e discretos, com taxa que pode chegar a 15 ou 20 exemplares por hora sob céu escuro e sem Lua. O ponto de onde parecem irradiar fica na constelação de Aquário, perto da estrela Skat.

Já as Alfa Capricornídeas, conhecidas desde 1871, têm origem no cometa 169P/NEAT e oferecem um espetáculo de outra natureza. São poucas, algo como cinco por hora no máximo, porém lentas, entrando na atmosfera a cerca de 23 quilômetros por segundo.

Essa lentidão dá origem à marca registrada da chuva: bolas de fogo brilhantes, às vezes coloridas em tons de verde ou laranja, que deixam rastros persistentes no céu por alguns segundos. Por serem tão luminosas, algumas conseguem furar a claridade do luar.

Com informações do Diário do Nordeste.