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| Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil. |
Das mais de 591,8 mil contratações feitas no Ceará em 2025, o salário de admissão foi de até R$ 1.753,55 em 75% dos casos, o que representa três em cada quatro profissionais admitidos no período.
Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e foram analisados pelo Diário do Nordeste.
O cenário mostra um mercado de trabalho 9ainda marcado por baixa remuneração na contratação de profissionais para alguns setores, como serviços, comércio e transporte.
É o caso de despachantes de transportes coletivos, que organizam e fiscalizam as operações dos ônibus e outros veículos, exceto trens. No ano passado, 144 profissionais foram contratados, com salário médio de quase R$ 1,1 mil, o valor mais baixo encontrado pela reportagem.
Outra área presente na lista é a de atendimento, como o posto de operadores de telemarketing, contratados no ano passado com salário médio de R$ 1.378,92.
Também aparecem no ranking cargos ligados à educação básica, como o de professores de nível médio no ensino fundamental, admitidos em 2025 com salário médio de R$ 1.377,36.
Em geral, as profissões com menores salários médios de contratação são ocupadas por trabalhadores com ensino médio completo. No caso dos embaladores à mão, por exemplo, 80% dos contratados tinham esse grau de escolaridade.
Vitor Hugo Miro, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), destaca a alta rotatividade nas profissões que aparecem no ranking, além da presença de profissionais mais jovens, muitas vezes no primeiro emprego.
Mesmo em funções que exigem formação, como o caso de professores, o pesquisador acredita que os dados reflitam valores de entrada para estágios ou contratos temporários.
“Mas, infelizmente, isso revela uma característica negativa do mercado de trabalho para o setor educacional privado, em que estes profissionais deveriam ser mais valorizados”, afirma
Com informações do Diário do Nordeste.
