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| Foto Thiago Gadelha. |
Permanecer na escola por uma jornada diária de 7h ou 9h é a realidade de 57 a cada 100 alunos das escolas públicas (estaduais e federais) do Ceará. O dado foi revelado pelo Censo Escolar 2025, principal pesquisa estatística da educação básica no País, divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Com isso, o estado ocupa o 3º lugar no ranking de oferta de tempo integral no Brasil.
O destaque nacional na oferta dessa modalidade está concentrado no Nordeste, que ocupa as primeiras posições e mantém proporções elevadas de jornada ampliada em diferentes redes.
O Piauí, onde 75,12% dos alunos estudam em tempo integral (85.780 de 114.193), lidera a lista. Na sequência aparecem Pernambuco, com 60,35% (181.014 de 299.956), seguido do Ceará, com 57,89% dos estudantes com jornada ampliada (188.507 de 325.629), e da Paraíba, com 51,17%.
Além dos líderes, outros nordestinos, como Bahia (36,55%), Sergipe (34,62%) e Alagoas (29,45%), reforçam a presença da região no ranking das 10 redes públicas com maior oferta de ensino de tempo integral no Brasil.
Durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (26), o ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que, “pela primeira vez, o Brasil alcançou o patamar de 25,8% (de estudantes matriculados) no ensino integral”. "Pela primeira vez, alcançamos a meta do PNE (Plano Nacional de Educação). No Ensino Médio, estamos com 26,8%. Na creche, chegamos a 61%", elenca.
O ministro elegeu a ampliação da modalidade como “uma das prioridades” do MEC, e listou políticas de incentivo e investimentos do Governo Federal nesse fortalecimento. Camilo também frisou que os estados têm “iniciativas próprias”.
“No Ceará, quando eu ainda era governador, aprovamos uma lei para universalizar o tempo integral no ensino médio”, iniciou. Depois, continuou o ministro, “o governador Elmano pegou todos os recursos dos precatórios para investir nisso”.
“Há um movimento do Brasil, com o MEC estimulando, e aprovamos uma PEC que permite utilizar recursos do Fundeb para as redes ampliarem o tempo integral. Isso também vai estimular”, projeta o gestor do MEC.
Com informações do Diário do Nordeste.
