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| Foto Alex Pimentel |
Entre janeiro e novembro deste ano, ao menos 44 municípios cearenses buscaram auxílio do Governo Federal após decretarem estado de emergência devido à seca ou à estiagem. Desses pedidos, 36 ainda estavam em vigência na consulta feita na última sexta-feira (21).
Os números são referentes aos processos reconhecidos pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Como efeito, a União envia reforços aos municípios, visando colaborar com ações emergenciais de mitigação dos efeitos da seca.
Contudo, a participação mais significativa de resposta fica na conta dos governos municipais, que assumem gastos adicionais com caminhões-pipa (em áreas urbanas, rurais e em comunidades indígenas), perfuração e manutenção de poços, limpeza e ampliação de açudes, distribuição de cestas básicas e outras ações.
Conforme relatórios enviados ao Sistema Integrado de Informações sobre Desastres do MDR, as 44 cidades tiveram que desembolsar, emergencialmente, R$ 19,5 milhões com esses objetivos em 2025.
A Situação de Emergência (SE) ocorre quando o desastre compromete parcialmente a capacidade de resposta do poder público local.
Fora o gasto público, há prejuízos no campo privado. Os documentos anexados aos pedidos de auxílio no MDR mostram prejuízos de mais de R$ 600 milhões na agropecuária, contabilizados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce).
A cifra pode ser ainda maior, já que alguns municípios não conseguiram apresentar relatórios atualizados da Ematerce no prazo exigido para a comprovação do estado de emergência
Com informações do Diário do Nordeste.
