segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Duas doses das vacinas da AstraZeneca e da Pfizer não induzem anticorpos suficientes contra a variante Ômicron do coronavirus, diz pesquisa

Um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, indica que apenas duas doses das vacinas Oxford-AstraZeneca ou da Pfizer-BioNTech induzem poucos anticorpos neutralizantes contra a variante Ômicron do coronavírus.

A pesquisa foi publicada, no sábado (11), no servidor de pré-impressão MedRxiv e ainda não foi revisada por pares. Ou seja, não foi avaliada por outros cientistas e não deve ser usada para orientar a prática clínica.

O estudo analisa o impacto da variante Ômicron em uma das respostas imunológicas geradas pela vacinação.

Para o levantamento, foram utilizadas amostras de sangue de pessoas que haviam recebido duas doses das vacinas Oxford-AstraZeneca ou Pfizer-BioNTech como parte do estudo Com-COV (que avalia diferentes combinações de imunizantes) e um isolado de vírus vivo.

No experimento, observaram uma diminuição nos chamados títulos de neutralização — uma medida do nível de anticorpos neutralizantes gerados em respostas à vacinação contra a Covid-19.

O professor Matthew Snape, de Pediatria e Vacinologia da Universidade de Oxford e co-autor do estudo, destaca que esses dados são importantes, mas são apenas uma parte da imagem.

"Eles só examinam os anticorpos neutralizantes após a segunda dose, mas não nos falam sobre a imunidade celular, e isso também será testado em amostras armazenadas assim que os testes estiverem disponíveis", aponta.

"É importante ressaltar que ainda não avaliamos o impacto de uma 'terceira dose' de reforço, que sabemos que aumenta significativamente as concentrações de anticorpos, e é provável que isso leve a uma maior potência contra a variante Omicron", enfatiza.

Comnformações do Diário do Nordeste.