
Dizem que o nascimento de um filho é um divisor de águas. Talvez seja, na verdade, um mergulho no mar: experiência que ora afoga, ora acalma. Scolene Alves, 59, foi mãe apenas uma vez, em 1989, quando a repórter Marina Alves nasceu – mas enfrenta, desde 2021, as ondas revoltas do renascimento diário da própria filha.
Neste Dia das Mães, a professora relata como precisou reaprender, aos 32 anos de maternidade, a organizar os dias, a renovar a própria força, abrir mão do descanso e colocar a saúde em segundo plano para se dedicar de forma integral a outro ser.
Ano passado, quando veio o inesperado diagnóstico de câncer de Marina, Scolene viu a realidade “virar outra, sair completamente do eixo”. Passou, então, a viver para cumprir uma missão: achar um doador de medula para Marina.
Entre setembro e dezembro, a mãe da repórter percorreu bairros e cidades em campanha para incentivar o cadastro de doadores de medula óssea. “No começo, ficava buscando locais. Depois, comecei a seguir o Hemoce. Eu precisava fazer alguma coisa por ela”, relembra.
A sensação de impotência diante do linfoma da filha foi intensificada pela distância: em plena 2ª onda de Covid, Scolene deixou a própria saúde em segundo plano, mas para preservar Marina, ficava até meses sem encontrá-la. Sem abraçá-la.
Com informações do Diário do Nordeste.

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