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| Foto Divulgação |
As mudanças climáticas associadas à possível ocorrência de um Super El Niño podem afetar a saúde de animais domésticos e silvestres e ampliar os riscos de transmissão de doenças para os seres humanos.
No Ceará e em outros estados do Nordeste, a preocupação envolve principalmente o aumento das temperaturas, a redução das chuvas e os impactos desses fenômenos sobre os habitats naturais.
O alerta é da médica veterinária Letícia Bandeira, da Secretaria Municipal da Proteção Animal (SMPA). Segundo a especialista, as alterações ambientais podem modificar o comportamento dos animais e favorecer a aproximação entre espécies silvestres, animais domésticos e a população, aumentando a exposição a zoonoses, como leptospirose e raiva, além de doenças transmitidas por vetores, como mosquitos, pulgas e carrapatos.
De acordo com Letícia, enchentes e chuvas intensas podem deslocar animais como ratos, morcegos e outras espécies silvestres para áreas urbanas em busca de abrigo. Já os períodos de estiagem e calor excessivo reduzem a disponibilidade de água e alimentos, levando os animais a se concentrarem em determinados locais ou migrarem para regiões habitadas.
“Os eventos extremos vão mudar o habitat, principalmente de animais silvestres e selvagens. Com as enchentes e a chuva, acabam se deslocando animais como ratos, morcegos e outros silvestres, que migram para áreas urbanas. Isso causa um aumento do contato desses animais com pessoas e animais domésticos”, explica.
Com informações do Site Opinião CE.
