quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Hospital Regional do Cariri, no Ceará, atende mais de 10 vítimas de trauma a cada 24 horas

Fotp Valéria Alves/HRC)
O Hospital Regional do Cariri (HRC), referência no atendimento e tratamento de politraumatologia da região, atendeu uma média de 11 vítimas de trauma por dia entre os meses de janeiro a setembro de 2026. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela rádio O POVO CBN Cariri. No total, foram 3.102 atendimentos de trauma, dos quais 1.338 foram classificados como politrauma.

Nos últimos dois anos, o hospital registrou 13.373 atendimentos na área de traumatologia. Em 2024, foram registrados 8.292 atendimentos por trauma, dos quais 2.969 foram classificados como politraumas. Em 2025, foram contabilizados 5.081 atendimentos, incluindo 2.159 casos de politraumas.

O trauma é uma lesão corporal grave, súbita e inesperada que ocorre por uma ação externa, como acidentes de trânsitos, quedas ou agressões. Já o politrauma é caracterizado por múltiplas lesões corporais, em que o paciente além de apresentar ferimentos graves, pode ter as funções vitais do organismo comprometidas.

A diretora-geral do Regional, Cléa Roriz, explica que o protocolo de atendimento aos pacientes vítimas de trauma é definido de acordo com a gravidade do quadro clínico. Ao chegar à emergência, são acionadas as chamadas rotas de atendimento, que definem o fluxo e a velocidade de respostas conforme a gravidade do paciente.

A primeira é a chamada onda vermelha, acionada quando o paciente chega em estado gravíssimo, com perda significativa de sangue, com risco iminente de morte, nomeada de choque hipovolêmico. “Nesses casos, um alerta sonora mobiliza imediatamente setores estratégicos do hospital [...] a meta é que o paciente entre no centro cirúrgico e tenha uma anestesia e cirurgia iniciada em até 15 minutos”. Setores como o centro cirúrgico e a agência transfusional são acionadas.

A rota 1 é aplicada a situações graves, porém estáveis, que não demandam encaminhamento imediato ao centro cirúrgico. Por fim, a rota 2 atende casos menos graves em que o paciente chega consciente e pode aguardar a realização de exames e reavaliação por um período maior. “O protocolo é garantir que os pacientes mais graves recebam atendimento prioritário e o suporte no menor tempo possível”, explica Cléa.

Com informações do O Povo.