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| Foto Fabiane de Paula. |
A rendeira Vilma Souza, natural de Itapipoca, no Vale do Curu, trabalha há 30 anos com renda de bilro, expressão artesanal reconhecida como um dos símbolos culturais do Ceará e que movimenta a economia de muitas mulheres.
Transmitida entre gerações, a prática enfrenta resistência dos mais jovens, cenário que Vilma tenta reverter. A artesã levou as peças feitas à mão para a 70ª Exposição Agropecuária e Industrial do Ceará (Expoece), prática que repete em diversas feiras do Nordeste para divulgar a tradição da renda cearense.
A técnica consiste no cruzamento e entrelaçamento manual de fios de linha sobre uma almofada, guiados por pequenas peças de madeira chamadas bilros. O talento para o ofício foi descoberto a partir da curiosidade de observar outros artesãos.
"Eu via pessoas próximas fazendo esse artesanato, até que comecei a treinar e aprendi. Hoje, ensino para quem queira aprender também", detalha Vilma.
Com informações do Diário do Nordeste.
