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| .Fofo Divulgação/SSPDS) |
O quarto julgamento dos chamados "Crimes do Sítio Canto" foi realizado nesta última terça-feira, 3, em Iguatu, município da Região Centro-Sul do Ceará. Roberto Alves da Silva, de 49 anos, e Desiree Dantas Barros, de 38 anos, foram condenados a 24 anos, 7 meses e 10 dias de prisão e a 28 anos e 10 meses de reclusão, respectivamente, pelo assassinato de Ane Jaqueline da Silva, de 17 anos, crime ocorrido em 2017
O Ministério Público do Estado (MPCE) sustenta que o homicídio foi praticado durante um "ritual" cujo objetivo seria "angariar mulheres, sorte e dinheiro".
Na denúncia, o MPCE narra que Ane Jaqueline foi atraída pelos criminosos até o Sítio Canto após demonstrar interesse em conhecer as atividades místicas desenvolvidas pelos réus. Um adolescente — que, posteriormente, foi encontrado morto — também teria participado da execução.
“Registra que, após chegarem no local dos fatos, o adolescente junto ao acusado Gleudson (nome utilizado por Desiree antes da transição de gênero) alegaram para a vítima que fariam uma reza para ela, sentando-a numa cadeira na lateral da casa e colocando um pano sobre sua cabeça, momento em que o denunciado Roberto efetuou o disparo de arma de fogo que atingiu a nuca da ofendida”, consta na sentença de pronúncia.
“Na sequência, o adolescente e o réu Gleudson levaram o corpo até uma mesa no interior da residência e tiraram as vestes da vítima, tendo Gleudson desenhado um pentagrama na região peitoral e o menor decepou a mão esquerda do cadáver e ingeriu o sangue decorrente do corte”.
Ane Jaqueline foi morta em 30 de outubro de 2017, mas seu corpo só foi localizado em maio de 2018. Na ocasião, outros três corpos foram encontrados enterrados no sítio.
Além de Ane Jaqueline, as demais vítimas foram identificadas como Mikael de Souza Melo, Jheyenderson de Oliveira Xavier e Francisco de Assis Rodrigues de Lima.
Réus foram sentenciados a mais de 80 e 70 anos de prisão
Roberto e Desiree já haviam sido considerados culpados pelas outras três mortes. Com as sentenças referentes à morte de Ane Jaqueline, ambos acumulam penas que somam mais de 80 e 70 anos de prisão, respectivamente.
No julgamento do caso de Ane Jaqueline, os dois réus foram condenados por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima), ocultação e vilipêndio de cadáver, além de corrupção de menores.
Ambos já se encontravam presos e cumprirão as novas penas em regime inicialmente fechado. Eles poderão recorrer à segunda instância.
Com informações do O Povo.
