O cheiro verde que dá sabor aos pratos coloridos servidos a mais de 250 pessoas por dia em Juazeiro do Norte nasceu no Sítio Romualdo, no Crato, a mais de 20 km dali. Antes de virar tempero, foi folha cuidada pelas mãos de Edília Sabino, 52 anos, agricultora familiar.
Ela aprendeu a lidar com a terra ainda criança, aos 13 anos. Hoje, sabe o tempo de plantar e de colher. Sabe também que a manga, o cheiro verde, a banana e outros alimentos que produz, tem como destino final o restaurante do Serviço Social do Comércio (Sesc) de Juazeiro do Norte, e que o trabalho dela corresponde a uma parcela significativa dos mantimentos que chegam aos brasileiros.
Não só o dela, mas o de todos os agricultores credenciados na Cooperativa Agroindustrial Sul Cearense (Coopersul), que atende os municípios da região do Cariri. No entanto, a rota que sai da terra em que esses trabalhadores vivem até o prato de alguém, nem sempre é certa, e o retorno financeiro, muito menos.
Por muito tempo, a agricultora voltava com os caixotes cheios da Central de Abastecimento do Ceará – Unidade Regional do Cariri (Ceasa Cariri), por não conseguir vender todos os produtos. Nem sempre o percurso do chão ao prato era finalizado.
Mas, a rota dos alimentos, da terra à mesa, começou a se completar com mais segurança no Cariri e Ceará. O trajeto, no entanto, é novo e até 2023, não existia, nem para Edília, nem para os demais agricultores do estado.
Com informações do Site Miséria.
