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| Foto Fabiene de Paula |
O Parque Nacional de Jericoacoara (Parna de Jericoacoara) protege e conserva a fauna e a flora local, mas também abriga espécies exóticas, como uma grande população de jumentos. O grupo desperta preocupação das autoridades por se originar fora do ambiente natural e se reproduzir sem controle, além de ser um possível vetor de doenças.
Na estimativa mais recente, um grupo de pesquisa do Centro Universitário Inta (UNINTA) aponta que ao menos 600 animais do tipo vivem livremente na unidade de conservação.
Ao Diário do Nordeste, o professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde no Semiárido (PPGCSS) da instituição, Bruno Marques Teixeira, explica que o grupo é fruto do abandono de antigos proprietários ao longo dos anos.
"Eles são animais domésticos que foram abandonados, então são considerados errantes. Ninguém tem a responsabilidade de fazer uma posse responsável como teria que ser. Por ser doméstico, todo animal deveria ter vacina, vermifugação… são vários cuidados que eles não estão tendo."
Para investigar se esses jumentos causam ou não impactos na biodiversidade do parque, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o equipamento, firmou um acordo de cooperação com o UNINTA no mês passado. A parceria de cinco anos é dividida em duas frentes de ação: o monitoramento e o manejo dessa população de equídeos.
Segundo a Coordenação de Manejo de Espécies Exóticas Invasoras (CMEEI) da autarquia federal, a iniciativa visa ao desenvolvimento de ações voltadas à prevenção da disseminação de espécie exótica no espaço, adotando medidas que permitem acompanhar e controlar esses animais “de forma responsável e baseada em evidências científicas”.
Em nota enviada à reportagem, a entidade cita, por exemplo, ferramentas como a castração de machos para evitar superpopulação.
Na prática, o projeto realizará um estudo sobre os efeitos dos asininos na fauna e na flora nativa local, além de analisar a saúde desses animais e quais riscos eles podem representar para humanos e outras espécies que vivem na unidade de conservação, conforme esclarece Teixeira, que integra a parceria.
Com informações do Diário do Nordeste.
