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| Foto Antônio Rodrigues |
O novo algodão cultivado no Ceará tem fibra longa e potencial para concorrer com o egípcio e o pima peruano, segundo o secretário executivo do Agronegócio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Silvio Carlos.
De acordo com o secretário, testes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) validaram a qualidade da fibra, adequada à indústria têxtil fina, como a de camisaria.
Para retomar o plantio em escala comercial e abastecer a indústria têxtil e de confecção do Estado, o governo estadual afirmou que aplicou R$ 5 milhões na compra de sementes selecionadas.
O projeto foi detalhado no Congresso Internacional 2026 da Indústria Têxtil, no Centro de Eventos do Ceará, nessa quarta-feira (14), em Fortaleza.
100 cidades serão beneficiadas
A distribuição e a nova janela de plantio começam em janeiro de 2027, com produtores de 100 municípios.
"Por causa da quantidade de horas de luz solar, o algodão produzido hoje no Ceará tem fibra longa, de qualidade para a indústria têxtil fina, como a de camisaria, e comparável, com potencial de concorrência, ao algodão egípcio e ao pima peruano. Isso foi validado em testes da Embrapa", frisou Silvio Carlos.
A proposta é integrar o cultivo do algodão herbáceo às etapas de fiação, tecelagem e produção de vestuário dentro do Estado.
De acordo com secretário de Desenvolvimento Econômico, Fábio Feijó, no início deste ano, o governo fez um projeto-piloto em 18 municípios. A ampliação prioriza o Sertão Central, os Inhamuns, o Sertão de Crateús, o Vale do Jaguaribe, o Centro-Sul e o Cariri.
"Fizemos um projeto-piloto com 18 municípios no início deste ano e agora vamos ampliar. É a retomada do plantio do que já foi a maior produção do estado, chamada, inclusive, de ouro branco", disse.
Com informações do Diário do Nordeste.
