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| Foto Divulgação |
Assim como em outros espaços da sociedade, a mulher no agronegócio ainda enfrenta desafios enraizados na cultura patriarcal, como a desvalorização do trabalho, a falta de credibilidade e a dupla jornada. Mas isso não significa que a atuação feminina no campo não esteja crescendo.
A Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), designou 2026 como o Ano Internacional da Mulher Agricultora. O objetivo é valorizar o papel do grupo nos sistemas agroalimentares e promover políticas públicas para reduzir as desigualdades de gênero no setor.
No Ceará, a transformação ao longo dos anos é relatada pelas próprias produtoras rurais: cada vez mais mulheres passam a ocupar funções dentro das propriedades e a ganhar visibilidade nos negócios.
Em 2017, segundo os dados mais recentes do Censo Agropecuário, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20,1% dos estabelecimentos de agricultura familiar no Ceará eram dirigidos por mulheres.
A dimensão do cenário, no entanto, não é exata. Além dos números defasados, a constante invisibilização do trabalho feminino no campo dificulta um registro oficial apropriado.
Diante da ausência de um retrato mais recente, a reportagem buscou ouvir quem vive essa realidade diariamente para entender como o papel das mulheres no agro cearense vem mudando e quais barreiras ainda permanecem.
Com informações do Diário do Nordeste.
