sábado, 3 de outubro de 2026

Ex-aluno de escola pública do Ceará recebe bolsa para estudar nos Estados Unidos

Foto Reprodução/Arquivo pessoal
Aos 20 anos, o cearense Moisés Rocha vive uma experiência que, até pouco tempo, parecia distante da realidade da família: desde o início de agosto, ele está nos Estados Unidos, onde realiza intercâmbio na Universidade de Illinois durante a graduação em Direito pela Fundação Getulio Vargas (FGV)..

Natural de Itapajé, no interior do Ceará, Moisés foi aluno da Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) Adriano Nobre, que é considerada a quarta melhor escola da rede pública no Ceará, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025.

O jovem deixou o Estado aos 18 anos para estudar no Rio de Janeiro. A oportunidade de chegar aos Estados Unidos faz parte do programa de internacionalização da graduação, resultado de uma trajetória construída a partir da escola pública e de medalhas em olimpíadas científicas.

Moisés foi duas vezes consecutivas medalhista de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e, ainda no Ensino Médio, participou do projeto do Centro para o Desenvolvimento da Matemática e Ciências (CDMC), da FGV.

Por meio do programa, alunos de escolas públicas com alto desempenho acadêmico são selecionados e recebem preparação para disputar uma vaga na instituição. Depois de aprovado no vestibular, Moisés conquistou gratuidade integral no curso de Direito e auxílio financeiro para se manter no Rio de Janeiro durante a graduação.

Durante o curso, Moisés passou a buscar uma oportunidade de intercâmbio. A FGV possui programas com universidades estrangeiras, e os estudantes podem participar do processo seletivo a partir do sexto período.

A seleção interna da faculdade possibilitou a ida para os Estados Unidos, e a parceria entre as instituições também garantiu parte significativa dos custos do intercâmbio. Pela seleção, Moisés recebeu uma bolsa que cobre cerca de dois terços do valor total.

“Um terço do custo ela não cobre. Então eu já estava planejando esse intercâmbio há alguns anos, já tinha uma certa reserva em dólar. Meus pais também já tinham uma certa reserva e aqui na universidade eu também tenho a opção de trabalhar em serviços do campus”, dimensiona.

Com informações do Diário do Nordeste.