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| Foto Divulgação/Pague Menos |
Empresas cearenses com ações negociadas na B3, a bolsa de valores brasileira, registraram fortes quedas nesta segunda-feira (26), um dia após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As perdas chegaram a 44,45% entre os papéis da Pague Menos (PGMN3), que apresentou a maior desvalorização entre as quatro companhias acompanhadas.
As cotações foram verificadas pelo M1 às 13h30, durante o pregão desta segunda-feira. Além da rede de farmácias cearense, Hapvida (HAPV3), M. Dias Branco (MDIA3) e Brisanet (BRST3x) também registravam recuos expressivos.
A Pague Menos liderava as perdas entre as empresas cearenses, com ações cotadas a R$ 3, após recuo de 44,45%. Na sequência, a Hapvida registrava queda de 43,60%, com os papéis negociados a R$ 4,98. A Brisanet aparecia com desvalorização de 26,72%, cotada a R$ 2,55. Já a M. Dias Branco recuava 15,18%, com ações negociadas a R$ 16,21.
Os percentuais e valores correspondem às cotações verificadas às 13h30 e podem sofrer alterações até o encerramento do pregão.
A queda das ações ocorre em meio a uma forte reação do mercado financeiro ao resultado eleitoral. Por volta das 10h, a B3 acionou o mecanismo de circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações diante de uma queda acentuada do Ibovespa.
Às 13h44, o principal índice da Bolsa brasileira operava aos 172.776,13 pontos, com baixa de 15,75% em relação ao fechamento anterior.
Juros e câmbio influenciam
Parte dos investidores esperava a eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL), que sinalizava a adoção de uma política fiscal menos expansionista do que a defendida por Lula. Com a vitória do petista, as expectativas em relação à condução da política econômica e às contas públicas passaram a influenciar o comportamento dos ativos.
A reação das ações não é uniforme entre os setores e depende, entre outros fatores, da forma como juros, câmbio e expectativas para a economia afetam os negócios de cada empresa.
Varejistas, como a Pague Menos, tendem a ser mais sensíveis às perspectivas para o crédito e o consumo no mercado interno. A expectativa de juros elevados por mais tempo pode encarecer o financiamento, pressionar os custos e reduzir o ritmo da atividade econômica, afetando as projeções de resultados das companhias.
Com informações do Site Miséria.
