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| Foto Arquivo pessoal |
Cirurgia de afirmação de gênero, a neovaginoplastia, com uso da pele de tilápia foi realizada pela primeira vez no Nordeste nessa última quarta-feira, 28, no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), que realiza a pesquisa clínica.
As três pacientes que passaram pelo procedimento são atendidas pelo Espaço de Acolhimento e Cuidado de Pessoas Trans e Travestis do HC-UFPE.
O objetivo é tornar a neovagina de mulheres transgênero mais funcional, com maior profundidade e calibre, gerando impacto positivo sobre sexualidade, autoimagem e qualidade de vida da paciente.
O HC é parceiro do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da UFC na pesquisa, que tem três vertentes:
O ginecologista Leonardo Bezerra, professor e pesquisador da UFC, explica que a cirurgia em si dura em torno de 3 a 4 horas. Além dele, a equipe cirúrgica contou com a ginecologista Aleide Tavares, o urologista Luiz Simões e o ginecologista Artur Rangel.
Além do ato cirúrgico, todo o acompanhamento envolve uma equipe multidisciplinar maior com endocrinologistas, clínicos, psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais.
No HC-UFPE, foram operadas três pacientes: duas em cirurgias primárias, para primeira confecção do canal; e uma em cirurgia secundária, para correção de estenose, que é o fechamento do canal decorrente de uma cirurgia anterior.
Segundo Leonardo Bezerra, as cirurgias foram bem-sucedidas e as pacientes devem passar por um protocolo de avaliação e acompanhamento pós-operatório rigoroso de, no mínimo, um ano para monitorar a adaptação do tecido e garantir a funcionalidade.
Com informações do O Povo.
