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| Foto Fabiane de Paula/SVM |
A cobrança extra na conta de energia elétrica das famílias brasileiras foi atenuada em 2026, com um menor acionamento das bandeiras tarifárias em relação ao ano passado. O cenário é positivo, mas não indica que a geração de energia no Brasil ficará sem intercorrências.
Em 2025, as bandeiras tarifárias amarela e vermelha foram acionadas com mais frequência e deixaram a conta de luz cerca de R$ 74,70 mais cara. Oito dos 12 meses tiveram incidência de custos extras, sobretudo no segundo semestre.
Já neste ano, a bandeira amarela foi acionada de maio a setembro. Em outubro, voltou a vigorar o patamar verde, em que não há cobranças extras na tarifa.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o nível dos reservatórios das hidrelétricas foi estabilizado com o aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste, diante da transição da seca para a época chuvosa.
Com isso, o despacho das usinas termelétricas, que encarece o sistema de geração, foi reduzido. As bandeiras vermelhas patamar 1 e patamar 2, que indicam o maior nível de cobrança extra, não foram acionadas ao longo deste ano.
Contudo, a melhora nas condições de geração não indica garantia de abundância hídrica e segurança elétrica em todas as regiões do País, conforme pondera a professora de Mudanças Climáticas da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marta Camila Carneiro.
"A ausência de bandeiras vermelhas é um sinal bom, positivo, mas deve ser analisado em conjunto com os outros reservatórios. Não é um indicador isolado do volume total de energia produzida do País. A bandeira sinaliza as condições e os custos de energia", avalia.
Com informações do Diário do Nordestem
