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| Foto Arquivo pessoal |
As caminhadas entre Fortaleza e Canindé, com uma distância de 130 km, fazem parte da história de Maria de Lourdes de Nascimento, de 84 anos. Mais conhecida como Lourdinha, ela transmitiu para os filhos e netos a vontade de participar das romarias em homenagem a São Francisco. Há 24 anos, ela faz o percurso a pé até o Sertão Central.
Atualmente, Lourdinha é ministra da eucaristia na Paróquia de Santo Antônio, em Caucaia, que fica na região metropolitana de Fortaleza.
Moradora do bairro Capuan, ela costuma visitar as casas de pessoas da comunidade que não podem ir até a igreja para receber a eucaristia, conta a professora Juliana Nascimento, neta de Lourdes.
No Ceará, as romarias em homenagem a São Francisco mobilizam grupos que saem de diferentes pontos há cerca de 270 anos. Eles enfrentam dias de caminhada até Canindé, onde está o segundo maior santuário franciscano do mundo – atrás apenas de Assis, na Itália, onde o santo nasceu.
“Na primeira romaria dela, eu tinha 6 anos. Então, eu cresci escutando as histórias dela sobre a romaria. E eu nunca escutei ela falando assim: ‘ah, essa romaria esse ano foi dolorosa, foi sofrida’. Não, todos os anos ela chega contando que a romaria foi muito boa, que é um canto em que ela se sente bem, que a estrada do Canindé é que dá força a ela”, partilha Juliana.
Com informações do G1 Ceará.
