
O agricultor Sidrônio Moreira ficou animado com a possibilidade da Agência Nacional do Petróleo (ANP) explorar o petróleo que ele encontrou em um sítio em Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará, ao perfurar o solo em busca de água. A ANP aprovou, nesta última sexta-feira (4), a indicação de 24 novos blocos exploratórios na porção terrestre da chamada Bacia Potiguar, localizada entre o Ceará e o Rio Grande do Norte, para eventual inclusão em futuros leilões.
"Eu fiquei muito animado, porque é mais um passo. Vai andar pra frente. Resolver isso o quanto antes é bom pra nós", declarou o agricultor em divulgação do Instituto Federal do Ceará (IFCE).
A inclusão do sítio no bloco de exploração não significa que o petróleo encontrado na propriedade de Sidrônio já poderá ser explorado. A indicação do bloco é mais uma etapa formal que delimita a área e a coloca como "disponível" para uma futura licitação. Antes, porém, o bloco ainda passa por avaliações ambientais, análises técnicas e outras etapas. Uma vez considerado apto para ir a leilão, ainda depende de haver interesse das empresas de arrematar aquele bloco.
Sidrônio esteve na sede do campus de Tabuleiro do Norte do Instituto Federal do Ceará (IFCE), na última sexta (4), para acompanhar uma reunião on-line da ANP sobre os blocos de exploração. O agricultor procurou o IFCE em dezembro de 2024 em busca de ajuda após descobrir a substância. A instituição fez os primeiros testes com o líquido e ajudou o agricultor a contatar a ANP nos meses seguintes.
Desde a descoberta da substância, Sidrônio ficou "de mãos atadas": não conseguiu o poço de água, ficou proibido de perfurar outros pontos pelo risco de contaminação ambiental devido à presença do óleo e ainda sobrou a dívida do empréstimo que contraiu junto ao banco para realizar a perfuração.
Com informações do G1 Ceará.