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| Foto Kid Jr. |
A substituição das fiações elétricas aéreas por subterrâneas é uma medida importante para aumentar a resiliência do sistema elétrico, sobretudo diante da crise climática. Apesar de avanços nesse sentido no Ceará, as trocas não devem ocorrer em todo o Estado.
O principal empecilho para enterrar a fiação em todos os municípios é o custo do serviço, que pode superar em até 10 vezes a rede aérea equivalente, segundo a Enel Distribuição Ceará.
“Na nossa visão, o enterramento integral da rede de todo o estado não se apresenta atualmente como uma alternativa técnica nem economicamente viável. Qualquer custo de investimentos deve ser alinhado com as iniciativas governamentais, a fim de evitar que haja impacto tarifário”, afirmou a empresa.
As intervenções dependem, portanto, do equacionamento de gastos por meio de programas governamentais. Isso para que os investimentos não levem a aumento na conta de luz, já que os aportes realizados pelas distribuidoras compõem a base de remuneração e são incorporados gradualmente às tarifas.
A Enel possui aproximadamente 153 km de redes subterrâneas em sua área de concessão no Ceará, o que corresponde a cerca de 0,09% da extensão total das redes de distribuição, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). É válido ressaltar que o dado é de dezembro de 2023, da última Base de Dados Geográfica da Distribuidora (BDGD).
Fortaleza tem um programa de transição da fiação aérea para subterrânea, com previsão de internalizar toda a rede elétrica até 2034. Serão priorizadas regiões centrais, históricas e turísticas.
A gestão estadual, via Secretaria da Infraestrutura, também tem projetos de internalização da fiação elétrica, com foco "na segurança, melhoria do espaço urbano e na redução da poluição visual".
No centro histórico de Barbalha, as intervenções estão em 80% de execução e devem ser concluídas em março de 2027. A obra abrange a substituição por 10 mil metros de fiação subterrânea e retirada de 245 postes. O investimento é de R$ 15,4 milhões.
Em Fortaleza, a internalização da fiação no Polo Gastronômico da Varjota teve investimento de R$ 2,1 milhões e deve ser finalizada em 2027. Serão retirados 96 postes das ruas Frederico Borges e Ana Bilhar.
A Avenida Desembargador Moreira, também na Capital, recebeu mais de dois mil metros de redes subterrâneas e teve a retirada de 68 postes, com empenho de R$ 715 mil. Os recursos das intervenções integram o Programa de Investimentos Especiais em Energia Elétrica (PIE).
Com informações do Diário do Nordeste
