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| Foto: Fabiane de Paula |
O desperdício de alimentos no varejo supermercadista do Ceará atinge, em média, 2,65% do faturamento bruto, segundo a 4ª edição da Pesquisa de Prevenção de Perdas da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), feita em 2026 com os dados de 2025.
O patamar supera a média nacional de 1,82%, em 45,6%. De acordo com o setor, esse número ameaça a rentabilidade das empresas locais que operam com margens líquidas estreitas nesse segmento.
O peso do descarte recai majoritariamente sobre os itens perecíveis.
Conforme a Acesu, o vencimento de produtos foi citado por 97,1% das empresas de varejo supermercadista como uma das principais causas de perdas conhecidas.
Já em segundo lugar na pesquisa estão as avarias, com 82,9%, seguidas de maturação avançada, com 51,4%, e produtos impróprios para consumo, com 37,1%.
O secretário executivo da entidade, Antônio Sales, enfatiza que o prejuízo não se limita ao valor pago pelo empreendimento pela mercadoria descartada, mas impacta diretamente no valor arrecadado nas vendas.
No estudo, encontramos uma perda média de 2,65%. Isso significa que a cada R$ 100 vendido no varejo supermercadista cearense R$ 2,65 é perda”, observa.
Ele destaca como isso impacta a saúde financeira das redes de supermercados. “Desperdício de alimentos não é somente descarte. É margem que deixa de chegar ao resultado, é recurso natural desperdiçado e é uma ineficiência que precisa ser combatida na causa raiz”, reforça.
Com informações do Diário do Nordeste.
