quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Cearense relata prejuízo de mais de R$ 10 mil após tumulto em loja de vestidos de noiva

Foto Arquivo pessoal 
A noiva cearense Camila Ferreira Russo está a 35 dias da própria cerimônia de casamento e tudo parecia bem até a noite da última terça-feira (1º), data em que recebeu uma ligação citando provável golpe da loja de vestidos onde comprou a sonhada peça para o momento.

Ela é uma entre as centenas de clientes da "My Vintage Dress", de São Paulo, alvo de polêmicas desde o início da semana, além de acusações de estelionato. "Gastei R$ 10 mil só com ele", conta a jovem.

As denúncias envolvendo a loja "My Vintage Dress", com sede no bairro Pinheiros, na capital paulista, começaram a circular na segunda (31). Noivas de diferentes localidades se reuniram na porta do estabelecimento em cobrança por respostas, enquanto a loja usou perfil oficial nas redes sociais para comunicar sobre problemas "operacionais de produção".

Segundo diversas mulheres, a loja teria interrompido o contato e se recusado a passar atualizações sobre o processo de fabricação dos vestidos. Algumas noivas, inclusive, relataram que não teriam sequer recebido os vestidos de casamento conforme o previsto em contratos, mesmo com cerimônias já próximas.

Camila só soube da repercussão no início da terça, horas após um vídeo sobre o caso repercutir no Instagram. "Uma amiga minha, para a qual eu fui a um casamento ano passado, mora em São Paulo. Lá já tinha saído no jornal local, mas eu não tinha visto nada ainda. Ela me ligou e já veio contando a notícia. Fiquei em desespero", relata.

O desespero, ela explica, foi imediato. "Entrei no Instagram, vi o relato de uma noiva que saiu de lá com as pedras do vestido em um saco e pedi para entrar em um grupo com outras várias. Tem noivas de setembro, que vão casar neste fim de semana, que não sabem nem o que aconteceu com o vestido delas", relata.

A médica veterinária cearense conta que ao menos 160 noivas já entraram no grupo organizado em um aplicativo de mensagens. Segundo ela, pelo menos 31 se casam este mês. Muitas compartilharam as preocupações, os contatos frustrados com a loja e até imagens dos contratos. Poucas, no entanto, receberam resposta do estabelecimento.

"A loja disse para algumas que estava tentando trabalhar, mas que, devido ao tumulto, estava complicado", continua. Para ela, será necessário judicializar o caso se não houver resolução.

Com informações do Diário do Nordeste.