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| Foto Arquivo pessoal |
O município de Tauá, na região do Sertão dos Inhamuns cearense, tem investido em grama sintética para adornar praças e espaços públicos, justificando que o material não eleva o consumo de água em uma cidade que costuma registrar baixo volume de chuvas. Entretanto, a troca pode estar favorecendo o aumento da temperatura local, segundo ativistas.
O uso do adorno artificial em áreas públicas teria iniciado há cerca de dois anos, sendo a intervenção mais recente ocorrida em junho, como detalha ao Diário do Nordeste o engenheiro agrônomo e paisagista João Paulo Nobre, que reside na cidade.
Como justificativa, a Prefeitura afirma que, devido ao cenário de escassez hídrica e clima semiárido do município, optou pela instalação do material em locais com pouco acesso à água.
Historicamente, Tauá é a quinta cidade com a menor média anual de chuvas, conforme a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), registrando 549,4 milímetros (mm) por ano. Em comparação, a líder de acumulados do Estado, Ibiapina, na Serra da Ibiapaba, geralmente atinge 1.665,9 mm anuais.
No entanto, apesar de ser uma solução prática, a grama sintética não seria a melhor escolha para a localidade, como explica o professor titular da Universidade Federal do Ceará (UFC), Flávio Rodrigues do Nascimento.
Ele também é coordenador-geral de Ações Transversais no Departamento de Combate à Desertificação e Mitigação das Secas do Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima (MMA).
Com informações do Diário do Nordeste.
