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| Foto Shutterstock |
A safra do caju já começa a movimentar feiras, mercados e pontos de comercialização no Ceará, trazendo também redução nos preços para os consumidores.
1O quilo da fruta, que chegou a custar R$ 7,70, passou a ser comercializado por cerca de R$ 4, queda de aproximadamente 48%. Na Ceasa de Maracanaú, análises de mercado apontam negociações até na faixa de R$ 3 a R$ 3,50.
O movimento ocorre com o aumento da oferta da fruta. A colheita ganha força a partir de agosto, após o período de floração dos cajueiros, normalmente registrado em julho. O desempenho da produção, entretanto, está diretamente relacionado às condições climáticas e, especialmente, à regularidade das chuvas.
Oferta de caju cresce mais de 20%
De acordo com o analista de mercado da Ceasa Odálio Girão, a quantidade de caju disponível nos mercados aumentou mais de 20%, ajudando a pressionar os preços para baixo.
Nos últimos dois meses, aproximadamente 150 toneladas de caju provenientes da Região Metropolitana de Fortaleza e do Litoral Leste foram ofertadas na Ceasa de Maracanaú.
A expectativa é de uma oferta ainda maior a partir de meados de outubro. Dependendo do volume da produção cearense que chegar ao mercado, os preços poderão registrar novas reduções. Segundo o analista, a queda pode alcançar entre 50% e 60% no período de maior produção.
Caju movimenta cadeia produtiva no Ceará
A importância econômica do caju vai além da comercialização da fruta in natura. A produção abastece uma cadeia que envolve sucos, polpas, doces, bebidas e outros derivados, além da castanha, um dos produtos tradicionalmente associados à cajucultura cearense.
O período de maior oferta também favorece consumidores que compram a fruta em quantidade para produzir e armazenar polpas. Para comerciantes e produtores de derivados, a redução dos preços pode representar maior disponibilidade de matéria-prima.
A safra do caju já movimentava a Ceasa de Maracanaú no mesmo período do ano passado. Informações oficiais do Governo do Ceará apontavam que os primeiros carregamentos começavam a chegar ao entreposto em agosto, período tradicional de intensificação da colheita no Estado.
Produção se estende por diferentes períodos
Embora a safra fique mais concentrada no segundo semestre, variedades de cajueiro-anão ajudam a ampliar o período de produção no Ceará, permitindo a chegada da fruta aos mercados durante boa parte do ano.
Para os consumidores, o avanço da colheita representa a possibilidade de encontrar preços menores. Já para o setor produtivo, a safra movimenta diferentes atividades econômicas ligadas a uma das culturas agrícolas mais tradicionais do Ceará.
Com informações do Portal GC Mais.
