![]() |
| Foto Ribamar Neto/UFC |
Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) desenvolveram uma tecnologia que utiliza uma substância extraída da casca da castanha de caju para a produção de materiais odontológicos, como resinas, adesivos e dessensibilizantes dentinários.
A inovação busca criar uma alternativa aos compostos derivados do bisfenol A (BPA), utilizados atualmente nesses produtos e que são estudados por possíveis efeitos tóxicos.
A tecnologia recebeu uma carta patente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), tendo a UFC como titular. O desenvolvimento foi coordenado pelo professor Diego Lomonaco, do Departamento de Química Orgânica e Inorgânica, em parceria com pesquisadores da área odontológica.
O estudo identificou o potencial do cardanol, principal componente do líquido da casca da castanha de caju técnico (LCC), subproduto obtido durante o processamento industrial da castanha. A partir dessa substância, os pesquisadores criaram uma nova rota tecnológica capaz de transformar moléculas do LCC em compostos para aplicação na Odontologia.
“O que torna isso interessante do ponto de vista industrial é que não se trata de um produto único, mas de uma plataforma molecular adaptável”, explica o professor Diego Lomonaco. Segundo ele, a patente contempla diferentes possibilidades de produtos voltados ao tratamento dentário.
Com informações do O Povo
