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| Foto Divulgação/Companhia das Letras. |
É preciso sair da ilha para ver a ilha, como disse José Saramago. E para a navegante Tamara Klink, era preciso percorrer sua própria jornada para entendê-la. Durante sua infância, acompanhou, a distância, as aventuras do pai pelo mundo. O reconhecido navegador brasileiro Amir Klink lhe mostrou possibilidades, mas foi ela quem traçou os próprios passos.
Em "Bom dia, inverno", Tamara, de 29 anos, descortina seu recente desafio: sobreviver a oito meses de isolamento no Ártico groenlandês. O livro é uma conversa franca da escritora com seus leitores, dando acesso direto ao seu diário de viagem. Tamara não esconde as dificuldades, tampouco os medos vividos no processo.
Há que abdicar de certo conforto para poder embarcar em uma viagem como essa, em que o veleiro fica preso no mar congelado e não há como escapar até o fim do inverno. Ainda assim, ela seguiu em frente. Não nos vemos se não saímos de nós.
Com informações do Diário do Nordeste.
