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| Foto Arquivo pessoal |
Desde que se encarou como adulto e, portanto, dotado de possibilidades, Luan Victor Almeida Lima sonhou ser pai. A imagem de uma família feliz o atraía, abrasava o coração.
Nem nos pensamentos mais remotos, porém, imaginou que a própria mãe, aos 56 anos, se colocaria à disposição dele e do marido para servir como barriga solidária e, assim, gerar o primeiro filho do casal por fertilização in vitro, sem o material genético dela.
Esta história, cheia de milagres, começa em 2022. Casados, Luan e Bruno, médicos infectologistas cearenses atuantes no Instituto do Câncer do Ceará (ICC), entraram na fila da adoção com a esperança de rapidamente ter uma criança em casa. Ao descobrirem que o processo dura, em média, seis anos, ficaram um tanto desencantados, confessam. Não queriam esperar tanto, era desejo assumir a paternidade logo. Foi quando dona Nágela, mãe de Luan, propôs: “E se eu gestasse essa criança?”.
“Pra falar a verdade, nunca cogitei essa possibilidade. Foi ela quem veio com a ideia. Um dos passos do processo de adoção é a entrevista com a rede de apoio, e eu a levei. Ela escutou aquilo, notou que ia demorar muito, e se propôs a carregar um filho nosso”, conta o médico.
Dona Nágela não apenas preenchia todos os critérios necessários e legais para o procedimento, como ela mesma já havia feito bateria de exames para isso, para se certificar de que estava bem. Tudo em ordem.
Com informações do Diário do Nordeste.
