domingo, 23 de agosto de 2026

Gasolina em Fortaleza salta 7,3% e atinge a maior alta do Brasil em uma semana

Foto Reinaldo Jorge
A média da gasolina comum em Fortaleza quebrou uma sequência de oito semanas em queda, tendo saltado 7,3%, o maior crescimento observado entre todas as capitais brasileiras. O preço local fechou a semana com uma média de R$ 6,92, acréscimo de 47 centavos no comparativo com os R$ 6,45 da semana anterior. 

Por comparação, a segunda maior alta entre as capitais do Brasil foi registrada em Palmas, capital do Tocantins, onde o preço subiu apenas 1%.

Apesar de a alta ter sido registrada na semana entre os dias 16 e 22 de agosto (34ª semana do ano), O Povo constatou a alta ainda na semana anterior, quando as bombas da Capital já voltavam a comercializar o combustível a R$ 6,99.

Confira a evolução do preço médio da gasolina comum

Com 44 postos pesquisados, o crescimento em Fortaleza contribuiu também para uma alta na média do Ceará, que saltou 5,1% no comparativo com o período anterior. O preço médio no Estado foi de R$ 6,95, acima inclusive da média na Capital.

Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que faz um levantamento semanal de combustíveis em todo o País.

Enquanto postos no Estado registraram aumento, houve queda na média nacional, mantendo a tendência geral de retração observada desde abril. Na semana 34, a gasolina comum ficou 0,15% mais barata, fechando em R$ 6,52.

Variações na semana por capital

O assessor para assuntos econômicos do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Ceará (Sindipostos-CE), Antônio José Costa, atribui o aumento dos preços às variações do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais.

Ele afirma que os preços observados na bomba refletem compras feitas há meses, e que essa variação sentida na última semana em Fortaleza é também observada em outras capitais, considerando diferentes períodos.

"A mercadoria que chega no varejo foi comprada há três meses, é esse o preço que vai influenciar hoje. Então há sempre um descompasso, você pode estar baixando no mercado internacional e no varejo (local) estar subindo, ou vice-versa. É o sobe e desce da economia que faz isso", comenta.

Com informações do O Povo.