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| Foto Thiago Gadelha |
Os candidatos ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT), que disputa a reeleição, protagonizaram novos embates sobre segurança pública durante debate realizado nesta última quinta-feira (27).
O confronto entre o tucano e o petista foi promovido pelo Grupo de Comunicação O Povo, no Cariri. Os dois candidatos também discutiram sobre saúde, geração de emprego e renda, educação e políticas para jovens.
Ciro buscou responsabilizar a atual gestão pelo avanço da criminalidade e questionou indicadores econômicos apresentados pelo governador.
Já Elmano defendeu as ações do governo e a gestão dos seus antecessores mais recentes, os ex-governadores Cid Gomes (PSB) e Camilo Santana (PT).
Segurança abre confronto
O primeiro bloco do debate foi marcado pelo confronto sobre segurança pública, com Ciro e Elmano atribuindo um ao outro responsabilidades pela chegada e a expansão das facções criminosas no Ceará.
O tucano questionou declarações anteriores do governador sobre a existência de territórios dominados por grupos criminosos, enquanto Elmano associou a chegada das primeiras facções ao território cearense ao período em que Ciro governou o Estado. Saúde, geração de empregos e atendimento a famílias atípicas também entraram na discussão.
Ciro acusou o adversário de não reconhecer a dimensão da violência e citou o número de homicídios e as expulsões de moradores. O candidato também negou que as facções tenham se instalado no Ceará durante seu mandato como governador.
“Quando você diz que o problema é nacional, todo mundo sabe que é nacional, mas aqui no Ceará, a sua fraqueza, a sua incompetência e a conivência com organizações criminosas é que permitiram esse abuso”
Elmano ressaltou que, em sua gestão, o Estado contratou profissionais de segurança, adquiriu viaturas blindadas e investiu em inteligência.
“Há três momentos cruciais da violência no Ceará. Um, quando ele (Ciro) foi governador, as facções chegaram e se plantaram. O segundo, quando ele foi consultor da segurança pública do Ceará, em 2013, foram os dois anos em que mais morreu gente nesse Estado. E terceiro, com o motim, que agora o candidato a senador dele, Capitão Wagner, é o capitão do motim”
Com informações do Diário do Nordeste.
