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| Foto Kaio Brito |
Ainda são poucos os grupos reflexivos para autores de violência doméstica no interior do Ceará, afirmou a promotora de Justiça Valeska Catunda Bastos, coordenadora do Núcleo Estadual de Gênero Pró-Mulher (Nuprom), do Ministério Público do Estado (MPCE).
A declaração foi dada durante uma capacitação para profissionais interessados em formar turmas em seus municípios, realizada nesta quarta-feira, 26, na Escola Superior do Ministério Público (ESMP), em Fortaleza.
Entre participantes da formação estiveram servidores públicos e profissionais da rede de atendimento. iniciativa foi promovida em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), do MPCE.
Atualmente, apenas três municípios cearenses contam com grupos formados a partir da articulação direta do Nuprom: Aiuaba, Itapajé e Jucás. Há também um projeto em andamento para contemplar Canindé.
Outras localidades mantêm iniciativas próprias, como Fortaleza, Juazeiro do Norte e Crato. Na Capital, a ação é realizada por meio do projeto Renova, vinculado à Universidade Federal do Ceará (UFC) e em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE).
De acordo com a líder técnica do Programa de Intensificação da Justiça Restaurativa do TJCE, Elizângela Gomes Pereira, uma média semestral de 65 homens passa pelos grupos conduzidos pelo Núcleo de Atendimento ao Homem Autor de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Nuah) em Fortaleza.
Ainda conforme a profissional, a vítima leva de 5 a 10 anos para denunciar o agressor devido à dependência financeira e emocional. "Trabalhar com homem é para ontem. Já passou do prazo”, destacou Elizângela.
Com informações do O Povo.
