quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Calor e pouca chuva devem marcar o tempo no Ceará até outubro

O Ceará deve ter uma intensificação do déficit hídrico a partir de agosto. É o que diz o prognóstico do Boletim Agroclimatológico de agosto, publicado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão é válida também para os meses de setembro e outubro.

Em julho, o Estado já registrou chuvas abaixo da média — mês pouco chuvoso que teve precipitações mais escassas ainda. Foram 8,5 milímetros (mm), um acumulado 43,7% menor do que a normal climatológica de 15 mm. Os dados são da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Assim como o Ceará, o centro-sul do Maranhão, grande parte do Piauí, o sertão da Paraíba e o oeste do Rio Grande do Norte, de Pernambuco, de Alagoas e da Bahia tiveram acumulados inferiores a 40 mm.

Segundo o boletim, isso resulta em níveis de armazenamento de água no solo abaixo de 15% da capacidade de água disponível. Esse cenário pode influenciar negativamente o cultivo das culturas de sequeiro, como milho e feijão.

A partir de agosto, a expectativa é de intensificação do déficit hídrico. Ceará, Maranhão, Piauí e o oeste do Rio Grande do Norte devem concentrar as maiores perdas

Com informações do Diário do Nordeste.