![]() |
| Foto Reprodução |
O “sol forte” cearense ajudou a dar mais brilho, iluminando os capulhos “amarronzados” no cultivo da unidade experimental de algodão colorido na região do Sítio Tanque, em Iguatu. Por lá, os cinco hectares plantados com a maior parte de variedades Rubi têm chamado atenção de agricultores familiares, técnicos agrícolas e pesquisadores.
Encontros na propriedade foram realizados com o objetivo de apresentar o bom desenvolvimento das cultivares em solo iguatuense, que já foi nas décadas de 1960 a 1980 uma das maiores produtoras de algodão nacional. O cultivo conta com parceiros, entre esses a Associação de Produtores de Algodão do Ceará, do Sebrae, Ematerce, Banco do Nordeste, Secretaria do Desenvolvimento Agrário entre outros instituições de Ensino Superior e principalmente a Embrapa Algodão (PB).
O casal de novos produtores rurais Mayra Batista e Felipe Silva recepcionou as instituições e convidados, mostrando o desenvolvimento do projeto. Entre os tópicos foram apresentados os avanços no manejo de cultivares que já nascem com pluma em tons bege, marrom e verde, eliminando a necessidade de tingimento químico na indústria. “Só que em Iguatu, não foi plantada a variedade de tonalidade verde”.
Os participantes percorreram a área para conhecer de perto e observar a adaptação de variedades como BRS Topázio e BRS Safira. Entre os temas debatidos, destacaram-se as estratégias ecológicas para o controle do bicudo-do-algodoeiro, além do uso da água aproveitando principalmente o período da quadra chuvosa.
Demanda
De acordo com o que foi apresentado, o projeto representa um divisor de águas na recomposição da lavoura algodoeira cearense, com o uso da tecnologia, utilização de sementes mais resistentes, fibras resistentes e adequadas à indústria moderna. Além de agregar mais valor ao produto, e principalmente sustentabilidade ambiental.
A cultura do algodão pode renascer com mais força no sentido de diversificar a renda para agricultores familiares. Entre as vantagens apresentadas, segundo o casal, é a comercialização que tem uma forte demanda crescente e de certa forma garantida pelo setor têxtil.
Com informações do Jornal A Praça.
