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| Foto Jornal da Paraíba |
Uma cultura que durante décadas esteve ligada à história agrícola de Iguatu começa a ganhar uma nova perspectiva no município. O algodão, agora com destaque para variedades naturalmente coloridas e técnicas de produção mais modernas, foi tema de um encontro técnico e dia de campo realizado na manhã deste último sábado, (15), no distrito de Barro Alto.
O encontro aconteceu na propriedade dos produtores Felipe Silva e Mayra Batista, que vêm desenvolvendo uma área experimental com diferentes variedades de algodão colorido. A iniciativa reuniu representantes da Embrapa, Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), Ematerce, APAECE, secretarias municipais de Agricultura, produtores rurais, professores, técnicos e investidores.
A proposta é avaliar o potencial da cultura e estimular a formação de uma cadeia produtiva que possa gerar novas oportunidades para agricultores da região Centro-Sul.
Quatro variedades são cultivadas em área experimental
Felipe Silva, engenheiro e um dos responsáveis pela produção, explica que atualmente a propriedade trabalha com quatro cultivares: BRS Rubi, BRS Branco, Jade e Safira.
A área foi dividida em dez talhões experimentais, permitindo testar diferentes técnicas e manejos. O objetivo é acompanhar o desenvolvimento das variedades e identificar as melhores condições para a produção na região.
Um dos destaques é a diferença de valor agregado entre o algodão convencional e o colorido. Segundo os produtores, enquanto o algodão branco é comercializado principalmente como commodity, algumas variedades coloridas podem alcançar valores significativamente superiores devido às características diferenciadas do produto.
Sucessão rural e terras improdutivas
Para Mayra Batista, que também é produtora e tem formação na área do Direito, a iniciativa surgiu também de uma preocupação com o futuro do campo.
Ela destaca que muitas propriedades acabam ficando improdutivas diante da dificuldade de sucessão rural e vê no algodão uma possibilidade de recuperar áreas e criar novas alternativas de geração de renda.
A produção atualmente conta com o acompanhamento técnico e tecnológico da Embrapa, buscando desenvolver o cultivo de forma sustentável e adaptada às condições locais.
Com informações do Site Fatos News.
