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| Foto Ismael Soares |
No Ceará, os afastamentos do trabalho por motivo de saúde mental cresceram quase cinco vezes mais que os afastamentos totais por incapacidade temporária, entre 2024 e 2025.
Nesse período, a quantidade de benefícios por incapacidade temporária relacionados à saúde mental passou de 12.081 para 13.597 no Estado, um aumento de 12,5%.
Já o total de benefícios por incapacidade temporária, considerando todas as causas de afastamento, cresceu apenas 2,7%, passando de 119.028 para 122.264. Os dados são do Ministério da Previdência Social (MPS), solicitados pelo Diário do Nordeste.
Além do impacto sobre a saúde e a vida profissional, esse aumento cobra seu preço. Enquanto famílias passam a arcar com os custos do tratamento e governos ampliam os gastos com benefícios previdenciários, há ainda um prejuízo menos visível: a perda de produtividade dos trabalhadores.
Segundo estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), publicado em abril deste ano, o presenteísmo (quando o trabalhador permanece em atividade, mas produz menos em razão do adoecimento), gera quase três vezes mais perda produtiva do que o absenteísmo (quando o funcionário se ausenta do trabalho devido à doença).
Nesse contexto, só para o mercado cearense, o economista Thiago Holanda estima uma perda de cerca de R$ 108 milhões em 2025. Já para a previdência, o cálculo é de R$ 98 milhões em custos. Caso os índices se mantenham, a previsão é que os números dobrem em seis anos.
Globalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente devido à depressão e à ansiedade, causando uma queda de produtividade de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5 trilhões) por ano.
Com informações do Diário do Nordeste.
