segunda-feira, 27 de julho de 2026

Tarifas de Trump podem atingir 12,8% das exportações cearenses para os Estados Unidos

Foto Divulgação/Abicalçados.
Cerca de 13% dos produtos cearenses exportados aos Estados Unidos serão taxados em 37,5% para entrar no país norte-americano, conforme cálculo de fonte especializada. 

O governo de Donald Trump anunciou, na última quinta-feira (23), a decisão de aplicar novas taxas de importação a 60 países, incluindo o Brasil.

A nova tarifa foi aplicada no âmbito de uma investigação sobre trabalho forçado, segundo o governo norte-americano.

Países que, segundo os Estados Unidos, adotam práticas para proibir essa prática estão sujeitos à tarifa de 10%.

Já em países em que a gestão republicana disse não identificar as medidas, como o Brasil, a alíquota aplicada é de 12,5%.

Essa tarifa deve se somar à alíquota de 25% anunciada em junho para alguns produtos brasileiros.

Ou seja, parte dos produtos brasileiros terá tarifa de 37,5%. Na pauta exportadora cearense, os principais itens afetados pela sobretaxa são calçados, máquinas e equipamentos elétricos.

Concorme cálculos do conselheiro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Pedro Rafael Fernandes, "aproximadamente 12,8% das exportações cearenses podem ficar sujeitas ao adicional acumulado de 37,5%".

"Esse percentual representa cerca de R$ 228 milhões em vendas aos Estados Unidos. Aplicando a alíquota de 37,5% sobre esse valor, o impacto tarifário potencial seria de aproximadamente R$ 85,5 milhões", calcula o economista.

O levantamento considerou as exportações cearenses aos EUA no primeiro semestre de 2026, com base em dados do Comex Stat, plataforma do Governo Federal com dados de exportações e importações brasileiras.

A imposição de tarifas leva à redução das quantidades comercializadas, o que preocupa as indústrias que têm os EUA como o principal destino dos produtos.

Na teoria, a tarifa é paga pelo importador norte-americano ao receber o produto brasileiro no país. Mas os custos podem ser divididos entre as empresas e os negociadores, por redução das margens de lucro ou renegociação dos contratos.

Com informações do Diário do Nordeste.