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| Foto Honório Barbosa/Diário do Nordeste |
Produtores de mel no Ceará relatam enfrentar dificuldades para obter a certificação do produto, entrave que limita o avanço das exportações. A informação foi apresentada durante o evento PEC Brasil 2026, em Fortaleza.
Para que produtos de origem animal, como o mel, possam ser comercializados, eles precisam de selos de certificado de inspeção, que podem englobar níveis municipal (SIM), estadual (SIE) e federal e exportação (SIF).
Há ainda o Sistema Brasileiro de Inspeção (SISBI), com abrangência nacional. Um apicultor pode comercializar o mel natural e os derivados sem a necessidade dos três selos, mas o SIF é o único que garante vendas para o exterior.
Segundo o presidente da Federação Cearense de Apicultores (Fecap), Joventino Neto, o Ceará tem 70 mil apicultores, a maioria de pequeno porte.
Para todo esse contingente, o total de casas com o SIF válido chega a somente cinco no Ceará, mas "só três estão em funcionamento".
A produção de mel no Ceará, embora seja uma das maiores do Brasil, enfrenta desafios persistentes, segundo os apicultores.
Um deles envolve a falta de certificação dos produtores buscando aumentar as vendas no mercado nacional e até mesmo para as exportações.
Ainda que as exportações de mel de abelha a partir do Ceará, entre janeiro e maio de 2026, tenham alcançado R$ 10,8 milhões, conforme dados da ComexStat, plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), entidades do setor apontam que o Estado poderia vender muito mais mel para o exterior, situação que fica entravada em virtude da falta de certificação.
Com informações do Diário do Nordeste.
