quinta-feira, 16 de julho de 2026

Piauiense vende sanfona para seguir carreira de investigador no Ceará

Foto: Divulgação/AESP/CE.
Desde pequeno, o piauiense Mateus Felipe de Oliveira Vitório aprendeu a valorizar os grandes nomes do forró tradicional. Na casa da família, em Teresina, no Piauí, as vozes e acordes de artistas como Luiz Gonzaga e Dorgival Dantas ecoavam com frequência, o que fez com ele logo se interessasse pelo som da sanfona e, alguns anos mais tarde, comprasse a sua própria, realizando um sonho de infância. 

O que ele ainda não sabia é que o instrumento seria ponte, uma década depois, para outra grande realização: se tornar investigador de Polícia. Em 2026, após anos tocando sanfona – por hobby e profissionalmente, no grupo de forró Trio GM, que criou junto aos primos Gabriel e Gustavo –, Vitório decidiu se desfazer de sua fiel companheira para viabilizar o início da carreira de oficial, após ser aprovado em um concurso público para a Polícia Civil do Ceará (PCCE).

O piauiense de 27 anos precisou vender o instrumento musical para conseguir arcar com os custos da mudança, os primeiros meses de aluguel em Fortaleza e o enxoval do curso na Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp-CE), que inclui fardas, mochila e coturno para uso profissional.

“Quando resolvi só estudar para passar no concurso, fiquei com a situação financeira bem crítica para poder viajar, e o único bem que eu tinha para me ‘desfazer’ era a sanfona”, explica. “Foi uma decisão muito difícil, porque a sanfona é uma terapia para mim. Quando a gente chegava estressado, a gente ia tocar, então era uma válvula de escape”, completa.

Com informações do Diário do Nordeste.