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| Foto Divulgação/ SSPDS |
O Ceará registrou 200 mortes por intervenção policial em 2025, o maior número dos últimos seis anos. Em mais de 57% dos casos, a cor ou raça dos mortos não foi informado pelas forças de segurança. Os dados divulgados nesta quarta-feira (1º), constam na pesquisa Pele Alvo, da Rede de Observatórios da Segurança, que analisa o número de mortos em intervenções policiais conforme a cor da pele.
Dos 200 mortos no Ceará, 115 não tiveram a cor informada nos registros policiais, o que corresponde a 57,5%; dos 85 mortos que tiveram a cor informada, 74 eram negros - o que corresponde a 87,1% dos mortos identificados.
No Ceará, os números foram analisados pelo Laboratório de Estudos da Violência (LEV), da Universidade Federal do Ceará (UFC). Os dados foram obtidos junto à Secretaria de Segurança Pública (SSPDS) por meio da Lei de Acesso à Informação.
No estudo, os pesquisadores adotam o critério do IBGE para definir a população negra como o somatório de "pretos" e "pardos". Eles analisaram os números de nove estados brasileiros: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.
Com 57,5%, o Ceará possui a maior proporção de mortos em intervenção policial sem identificação de cor ou raça dentre os nove estados pesquisados. No segundo colocado, o Maranhão, o índice fica em 54,9%; no terceiro, Amazonas, são 41,9% dos casos. Comparativamente, em São Paulo o número é de 7,4%; em Pernambuco e no Piauí, todos os casos tiveram cor ou raça identificados.
Com informações do G1 Ceará.
