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| Foto Antonio Rodrigues. |
O novo tarifaço imposto pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que lança tarifa adicional de 25% sobre produtos importados do Brasil, pode gerar cerca de R$ 56 milhões (US$ 11 milhões) em impostos em um intervalo de seis meses nas exportações do Ceará para os Estados Unidos.
O cálculo foi feito pelo economista especialista em relações internacionais Pedro Rafael Fernandes e se baseia nos dados das exportações do Estado para o país americano no primeiro semestre deste ano, disponibilizados pela plataforma Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Máquinas e calçados são afetados; carnaúba e castanha isentos
No Ceará, os setores mais afetados pelo novo tarifaço, de acordo com o também membro do Conselho Regional de Economia Ceará (Corecon-CE), são os de máquinas, equipamentos elétricos e calçados.
“No caso dos calçados, há uma preocupação adicional porque se trata de uma atividade intensiva em mão de obra”, reflete.
Por outro lado, itens como cera de carnaúba e castanha de caju foram isentos do novo tarifaço.
A medida americana foi confirmada nesta última quarta-feira (15), e entrará em vigor a partir de 22 de julho. Ela é resultado da investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que apontou que as políticas comerciais do Brasil são desleais ao governo americano.
Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), os produtos que forem embarcados antes do dia 22 de julho e chegarem aos EUA até o dia 29 de julho estão isentos da nova cobrança.
Com informações do Diário do Nordeste.
