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| Foto Reprodução / Redes Sociais |
A influenciadora Juliette Freire se manifestou, nesta ul segunda-feira (20), sobre a condenação de Matheus Anthony Lima Martins Queiroz pelo feminicídio da enfermeira e amiga Clarissa Costa Gomes, ocorrido em março do ano passado.
Por meio de um vídeo publicado no Instagram, a cantora chamou a atenção para o fato de o réu ter confessado o crime, mas não ter considerado o relacionamento entre ele e a vítima tóxico, a não ser "nas palavras".
"Além da raiva, do ódio, da angústia que senti, essa frase ficou aqui, ecoando na minha cabeça. A 'palavra' é aquela que desacredita, que controla, que diminui, mas também as sutis, mascaradas de liberdade de expressão, que vão suavemente legitimando misoginia, o ódio às mulheres", disse.
Juliette afirmou que discursos contra a liberdade feminina não podem ser banalizados, pois, pouco a pouco, podem diminuir o espaço das mulheres na sociedade, "como aconteceu com Clarissa".
A influenciadora também declarou que é preciso minar qualquer discurso misógino, para que casos como o da enfermeira jamais se repitam.
"O caso de Clarissa acabou, mas a cada palavra misógina, outros começam. E não basta condenar quem está morto e nem educar quem está morto. É preciso não tolerar tudo aquilo que ensina, justifica e alimenta essa violência, antes que ela encontre as mãos do próximo assassino", encerrou.
Com informações do Diário do Nordeste.
